Pode?

Às vezes queria apenas ter o direito de sonhar quando precisar alimentar a alma de sonhos… Outras vezes queria apenas não sonhar, não planejar e seguir pensando que a vida é uma reunião de acasos, ora com, ora sem sentido…

A única obrigação que eu quero ter é para com a minha felicidade… pode?

seBunda-feira

Segunda-feira é o dia em que deveríamos ter o direito adquirido de ter “day off” do mundo.

Prefiro ser essa metamorfose ambulante

Outro dia estive conversando com uma amiga sobre família. Ela estava às voltas querendo entender uma confusão familiar, procurando por culpados e inocentes. Tudo pq se sentia na obrigação de tomar parte de alguém.

Eu acho que por um lado tenho alguma vantagem em morar longe da família. Longe, parece que tenho um pouco mais de “direito” de me manter à par de todos os desentendimentos. Me entristeço as confusões, mas honestamente prefiro não me envolver. Podem me taxar de omissa, eu não ligo. Prefiro apenas seguir a minha vida lutando para não precisar efetivamente de ninguém pq, qdo a gente precisa é que a gente dá direito aos outros se meterem na vida da gente. E aí a gente fica obrigado a tomar partido.

Sempre quis acreditar que todo mundo tem suas razões mesmo para as atitudes mais incoerentes. O problema é que as pessoas não são sinceras com elas mesmas, quem dirá com os outros, então as relações acabam se baseando em mágoas.  E, de mágoas, bastam as que eu já tenho e luto pra dissolver.

Acho um absurdo quererem me obrigar a tomar parte de mágoas que simplesmente não fui eu q cultivei. Me abstenho, me calo. Já tenho tão pouco contato com meus parentes que acho que tenho o direito de ter o melhor deles quando estão perto. E não espero, honestamente, que eles tenham alguma obrigação de compartilhar dos meus problemas. Escolho então ser só e opto pela paz para resolver as minhas questões, que já são bem complexas. Egoísta? Talvez. Mas hoje tenho a certeza de eu devo contar é comigo mesma, então, preciso ME bastar.

Não acho justo eu ter que tomar partido e ser obrigada a carregar comigo a carga de uma geração que tem medo de mostrar o que sente e o que pensa. Desse problema eu não padeço e não quero compartilhar. Quero viver as minhas neuras e buscar as soluções para a mina realidade, que é (graças a Deus) completamente diferente.

Deixe-me ser autêntica ao menos nos meus erros. Não me faça querer carregar problemas que eu não construí. Estou disposta à oferecer o melhor de mim, estou de braços abertos para a paz. Odeio injustiças, mas infelizmente não posso querer salvar o mundo, muito menos curar uma geração doente.

Só quero construir algo melhor e maior do que tudo isso. Sem tomar partido dessas confusões. Deixe-me ser essa metamorfose ambulante, pq eu não quero ter opinião formada sobre tudo e todos.

Sinal?

Hoje, ao acordar, sentei na rede da varanda e cheguei a uma conclusão: de que as plantas morreram.

Curiosamente, porém, sobreviveram os cactus e os trevos.

Seria isso um sinal?

Aceito sugestões do que isso possa significar.

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