Quem me conhece sabe a sina que eu tenho com academias.
Eu sempre soube que a solução pra 120% dos meus problemas de sobrepeso, ansiedade, TPM, dores, insônia casual e curvas que nao me pertencem é levar a academia a sério. Sei que preciso malhar com vontade, aceitando que a salvação de todos os meus problemas está ali, mas o fato é que existe alguma mandinga, trabalho ou vudu que acaba em algum momento me tirando do rumo. Mas, como eu sou brasileira, estou sempre voltando. Enquanto a academia não desiste de mim, eu não desisto dela.
Enfim, essa semana dei início a mais um desses tantos “recomeços”, só que algo me diz que agora vai ser uma experiência única. Me matriculei numa academia “de rico” perto do trabalho. A academia mais moderna, mais cheia de firula e mais tchãnãnã do mundo. E como não poderia deixar de ser, também a mais cara da galáxia. O “investimento de risco” fez parte de uma decisão que não vem ao caso detalhar, mas o importante é que hoje já comecei meu “treino”.
A primeira luta foi lidar com uma esteira que só faltava correr por mim. Eu já havia conversado com um modelo bem semelhante ha uns meses atrás (num desses recomeços de sempre em academia), só que, claro, justo aquela que eu escolhi pra “colegar” ali, durante 45 minutos, estava com o “touchscreen” zuado. Eu, como boa safa em eletrônicos, saberia muito bem pilotar o equipamento, mas com o touchscreen quebrado, tive que muito a contragosto pedir arrego ao professor e passei aquele recibo bonito de pessoa não pertencente ao universo de esteiras ultra-super modernas. Que saco. Mas, ok, primeiro mico na academia nova registrado.
Depois disso, arrisquei uns outros equipamentos (esses com a ajuda do professor, claro) e fui atraída magneticamente para uma aula de spinning. Tudo correu dentro da normalidade, não fosse uma quase crise de riso ao observar o papo de algumas dondocas nativas. Descobri que o botox no seio é o “último grito” para quem busca uma alternativa ao silicone. Quando observei o que o botox havia feito na cara da moça que teceu o tal comentario, não pude evitar de pensar na tragédia que ele poderia causarnos peitos da moça. Pra não rir, respirei, tossi, bebi água e continuei a pedalar.
Pois é, depois do botox no seio, imaginem só as perolas que não me aguardam nos próximos meses? Não perderei essa aventura por nada! Meu humor agradece… e minhas curvinhas tambem. aguardem cenas dospróximos capítulos.
Em tempo! É sempre bom lembrar: existe vida após 50 minutos de spinning.