Arquivo para Outubro, 2008

Paradigmas

Postado em Uncategorized em 29/10/2008 por biautopia

Fazendo um review do meu dia, parei pra me perguntar o que certas pessoas realmente querem de mim. Eu posso ser várias coisas, e inclusive passear por extremos opostos, mas eu não posso ser esses dois opostos AO MESMO TEMPO, né? Quando criança, lembro que fui no trabalho da mamãe e vi, na mesa de trabalho de uma grande (e hilária) amiga dela um cartaz que dizia: “O impossível a gente faz na hora. Milagre demora um pouquinho mais”.

Mas ok, isso não chegou nem perto de me tirar o humor.

Sem mais comentários.

Forasteira na academia

Postado em Uncategorized em 29/10/2008 por biautopia
Quem me conhece sabe a sina que eu tenho com academias.
Eu sempre soube que a solução pra 120% dos meus problemas de sobrepeso, ansiedade, TPM, dores, insônia casual e curvas que nao me pertencem é levar a academia a sério. Sei que preciso malhar com vontade, aceitando que a salvação de todos os meus problemas está ali, mas o fato é que existe alguma mandinga, trabalho ou vudu que acaba em algum momento me tirando do rumo. Mas, como eu sou brasileira, estou sempre voltando. Enquanto a academia não desiste de mim, eu não desisto dela.
Enfim, essa semana dei início a mais um desses tantos “recomeços”, só que algo me diz que agora vai ser uma experiência única. Me matriculei numa academia “de rico” perto do trabalho. A academia mais moderna, mais cheia de firula e mais tchãnãnã do mundo. E como não poderia deixar de ser, também a mais cara da galáxia. O “investimento de risco” fez parte de uma decisão que não vem ao caso detalhar, mas o importante é que hoje já comecei meu “treino”.
A primeira luta foi lidar com uma esteira que só faltava correr por mim. Eu já havia conversado com um modelo bem semelhante ha uns meses atrás (num desses recomeços de sempre em academia), só que, claro, justo aquela que eu escolhi pra “colegar” ali, durante 45 minutos, estava com o “touchscreen” zuado. Eu, como boa safa em eletrônicos, saberia muito bem pilotar o equipamento, mas com o touchscreen quebrado, tive que muito a contragosto pedir arrego ao professor e passei aquele recibo bonito de pessoa não pertencente ao universo de esteiras ultra-super modernas. Que saco. Mas, ok, primeiro mico na academia nova registrado.
Depois disso, arrisquei uns outros equipamentos (esses com a ajuda do professor, claro) e fui atraída magneticamente para uma aula de spinning. Tudo correu dentro da normalidade, não fosse uma quase crise de riso ao observar o papo de algumas dondocas nativas. Descobri que o botox no seio é o “último grito” para quem busca uma alternativa ao silicone. Quando observei o que o botox havia feito na cara da moça que teceu o tal comentario, não pude evitar de pensar na tragédia que ele poderia causarnos peitos da moça. Pra não rir, respirei, tossi, bebi água e continuei a pedalar.
Pois é, depois do botox no seio, imaginem só as perolas que não me aguardam nos próximos meses? Não perderei essa aventura por nada! Meu humor agradece… e minhas curvinhas tambem. aguardem cenas dospróximos capítulos.
Em tempo! É sempre bom lembrar: existe vida após 50 minutos de spinning.

Eleições 2008 – Não adianta chorar

Postado em Uncategorized em 28/10/2008 por biautopia

Não adianta ficar de luto nem chorar pelo Rio. Eu, enquanto cidadã escolhida pro “serviço eleitoral”, poderia estar em cólicas por ter trabalhado tanto pra ver Eduardo paes vitorioso. Ao invés disso, prefiro guardar em mim a sensação de dever cumprido. Pq mesmo que as pesquisas tenham sido manipuladas, mesmo que as urnas tenham sido forjadas (como mesária eu digo, isso é difícil!), mesmo que todas as “teorias eleitorais conspiratórias” se comprovem, eu ainda acho que essa eleição foi diferente. Pelo menos no Rio. OK, Pode me chamar de romântica, mas eu acho que essa eleição tão indefinida e acirrada quis sim dizer alguma coisa importante. O aumento das abstenções pode ter sido um grito dos incrédulos, uma resposta, por quê não? Ninguém me contou, eu vi, vários eleitores faltaram no 1º turno e foram votar no segundo. Muitos daqueles que nem precisavam ir votar, marcaram presença. Enfermos, idosos e até os que vencem a vergonha de pedir a almofadinha porque não sabem assinar o próprio nome. Outros eleitores nem deram as caras. Então, a resposta à essa eleição vai da forma que cada um vê (ou prefere interpretar).

O fato é que Paes, mesmo vitorioso, não dormirá tão tranquilo. Ficou claro que ele não teve o apoio de muitos. Seu adversário eleitoral deu trabalho e, mais do que nunca, Paes tem a obrigação de mostrar a que veio. A responsabilidade é ainda maior. Não será fácil, mas, como qualquer apaixonada pelo Rio, torço pra que ele consiga fazer o bem pela cidade (ou ao menos não fazer tanto o mal). Pq “o Rio de Gabeira” é, antes de tudo, o Rio dos cariocas.

No mais, não vai demorar muito, as eleições pra governador estarão aí. E Gabeira, se souber se fazer presente, acho que tem grande chance. Eu estarei lá, provavelmente convocada de novo às minhas obrigações eleitorais de sempre.
Mas tudo bem, sou brasileira, tenho esperança. Sempre. Mas não basta ter só esperança. Resta-nos torcer pra que, nas próximas eleições, o brasileiro/carioca não tenha a memória curta de sempre. Eu tenho fé. Ainda.
E viva a democracia.

Coisas de Alu

Postado em Uncategorized em 28/10/2008 por biautopia

Finalmente, depois de muito suplicar, rezar, fazer mandinga e simpatia, eis que a amiga “Alu”, decide então entrar no mundo dos blogs. Alu, que é uma “jornalista amiga minha” (como eu mesma adoooro chama-la) decidiu finalmente dividir com o cybermundo seus bem-escritos textos – ela é daquelas criaturas que não usa internetiquês nem em “vc” ou “pq”. Com seu jeitinho sarcástico e inteligente de enxergar até os mais cabeludos paradigmas humanos, essa moça, definitivamente, me enche de orgulho!

Chega de rasgação de seda. Passa lá no http://coisasdealu.blogspot.com e sinta na pele essa emoção. O post Guia Mortuário é uma boa dica de leitura. Além de cômico é instrutivo. Mas babem, pois só eu é que tive o privilégio de ouvir a própria Alu narrando e encenando a história, com aquele jeitinho trágico e peculiar que é só dela. Coisa de Alu, né.

Bem-vinda, cabeção! Um brinde (com vinho, pra manter a tradição Divina).