Cheguei em Buenos Aires, pessoal. E neste momento utilizo minhas ultimas forcas pra escrever pois realmente nao tinha como deixar passar em brancas paginas meu primeiro dia de aventura em Buenos Aires. Antes de comecar aviso que estou num teclado completamente configurado para o idioma local, ou seja, tosco.
Como boa marinheira de primeira viagem, antes de embarcar no aviao, fiz aquela visita basica a tao sonhada terra do `duty free` – pois eh, eu ouvia tanto falar e nunca tinha entrado num, entao o freeshop era quase que uma neverland pra mim. Ali pude testar com afinco meu bom senso e autocontrole diante da possibilidade de um master devaneio consumista. E eu me comportei direitinho pois o saldo foram apenas 2 barras de chocolate Lindt – das quais uma praticamente se deteriorou na minha mao em 5 minutos. Gente, onde mais eu poderia pagar 4 miseros dolares no meu chocolate preferido (que custa, em media, no RJ, uns 15 reais). MUST HAVE, neh?
Dai veio o embarque, o voo foi super tranquilo, relativamente pontual e curiosamente diferente. Com o aviao vazio (certamente por conta do medo da gripe), enquanto alguns poucos corajosos dormiam, uma aeromoca mto simpatica parou ao nosso lado e colegou conosco quase que toda a viagem. Sabe daqueles papos de mulher que evoluem e a gente acaba q conta a vida inteira, dos detalhes mais intimos aos mais bizarros e engracados? Pois eh, e foi nesse clima que pousamos por aqui. E pra cumprir o papel master de turista, tiramos atè fotinha na cabine do piloto do aviao – afinal, mico pouco e bobagem.
Tudo indo muito bem, ate q, ao desembarcar, comecou nossa mini maratona murphy do primeiro dia de Bs As.
A Bia cismou (ela vai dizer que nao foi ela, mas a decisao foi dela SIM, rsrs) em comprar uma porra duma `tarjeta de telefono` que simplesmente nao cumpria o seu principal papel – completar uma misera chamada telefonica local. Por sorte (ou nao, sei la), um dos taxistas que ali estava ja tentando nos abduzir, viu nossa dificuldade lidar com o orelhao, com o cartao telefonico, com lencinhos e alcool em gel (pois eh, esterelizamos o bagulho todo antes de meter a cara ali, neh), e teve piedade de nos ao oferecer seu proprio celular para avisarmos ao nosso host q ja estavamos `na area`. Nem preciso dizer que ganhou a corrida. Pelo menos ficamos sabendo q pagamos o coerente pelo traketo – a saber, 90 pesos a corrida do aeroporto ate o centro. Chegando na casa do Dino, nosso amigo, praticamente so pousamos as malas e fomos bater perna, afinal estavamos ali, no coracao do centro de Buenos Aires! Andamos q nem loucas, entrando e saindo das lojas e confesso q se nao fosse o gps natural e apuradissimo da Bia, eu sentava ali mesmo na `calle florida` e chamava minha mae pra vir me buscar! Fiquei catata e so pensava `caraleo, olha onde eu vim parar`. Sabe qdo vc tem tanto a dizer, tanto a fazer q nao consegue dizer nem fazer nada? Pois eh, foi assim q fiquei nas primeiras horas. Mas foi lindo, anyway.
Decidimos entao forrar as pancinhas em grande estilo – no famoso `Cafe Tortoni`, uma especie de Confeiratia Colombo daqui, onde eu pude saborear o chocolate quente mais delicioso e q esfria mais rapido em todo o mundo e ainda um sanduiche gratinado deliciousss. O preco la eh salgado, mas vale pelo estilo e pelo climinha gostoso do lugar. O garcom foi super bem humorado e dois coroas foram super pacientes nos dando mil informacoes. PONTO PRA NOS, pensei eu.
Seguimos entao com o objetivo de… ah, nem me lembro mais qual era o objetivo naquele momento, so sei q ele foi mudado bruscamente qdo vimos uma estacao do medtro q nos levaria, supostamente, a loja onde vendia os malabares q a Bia queria tanto comprar. No `subte`(como eh chamado o metro daqui) senti saudades do metro do Rio q eh mil vezes mais bonito e limpo – apesar de nada funcional, eu sei. Era fim de tarde e me senti em plena estacao Estacio as 6 da tarde – mas naquele momento tudo eram flores, afinal, estavamos em buenos aires neh. Andamos pra kct ate chegar na tal loja que, adivinhem… estava FECHADA. Pegamos um taxi ja q eu nao tinha mais pernas, e caimos num transito mega – fui saber depois q era em funcao de amanha ser feriado por aki. Seguimos ainda com a esperanca de achar a loja OFF da Puma aberta mas, mais uma vez, Murphy imperou e a loja tbm ja havia fechado as portas. Dps dessa fomos pra casa.
Sofremos bastante com a decisao de ficar em casa hoje e nao sair, pra dormir e criar alguma energia pra amanha, quando acredito q teremos um dia mais produtivo.
Tomar banho foi um suplicio, mas necessario e reconfortante. So assim pude relaxar um pouco meus musculos – a essa altura doloridos de carregar meu proprio corpo vestido com o peso extra de tantos casacos e blusas. Tà um frio de doer a alma, mas aqui em Bs As acaba sendo um chaaarme.
Bem, agora to indo mimir pois ja sao quase 2 da madruga e o dia amanha, PROMETE. E que Murphy passe longe de nos, por favor.
Besos!

